Processo de avaliação

Avaliação é algo complexo. Como descobrir o que um estudante sabe? E, mais que isso, de que maneira transformar conceitos qualitativos (como o conhecimento) em uma expressão quantitativa (a nota), sem cometer injustiças ou sem tornar o processo vazio de sentido? Por muito tempo, a avaliação foi entendida como um momento específico do processo escolar, praticamente terminativo (aplicado apenas no fim de ciclos escolares), no qual se utilizava um instrumento de avaliação escrito (a prova). Geralmente, as provas eram compostas de perguntas bastante previsíveis e não exigiam do aluno mais do que uma memória de elefante. “Hoje, uma das funções primordiais da avaliação é levar o educando a pensar, a ler e a interpretar, de forma que não apenas memorize conhecimentos e informações, mas que realmente os compreenda e consiga debater a respeito”, afirma a coordenadora pedagógica Mônica Miotto Bertolini.

Atualmente, a avaliação é entendida como algo processual e não é mais reduzida a uma ou duas provas. A avaliação escrita é uma das muitas estratégias (ou instrumentos) de que o professor pode lançar mão para analisar o desenvolvimento acadêmico de sua turma. Sendo mais ampla, ela engloba, além dos conteúdos didáticos, a observação atenta – e diária – de cada um, além de avaliações contínuas. “Tão ou mais importante quanto o conteúdo em si é o desenvolvimento das habilidades de questionamento, experimento, interpretação, reflexão e crítica ao que é proposto. A avaliação não deve ser usada como uma ferramenta para estratificar o corpo discente, mas sim para construir também o conhecimento”, afirma o professor de matemática do Ensino Médio Eurico Ruivo. Por isso, no intuito de aprimorar ainda mais o ensino, desde o início do ano, o Colégio São Judas Tadeu implantou mudanças significativas na forma de organizar as avaliações escritas e demais instrumentos de avaliação.

A cidadania no currículo escolar nas últimas décadas

No Brasil, entre 1969 e 1993, as disciplinas Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira (OSPB) constaram na grade curricular de todas as escolas. A primeira, que previa o culto à pátria e aos seus símbolos, tradições e instituições, era matéria do antigo Primário (o equivalente ao Ensino Fundamental atualmente).

OSPB, ministrada no Segundo Grau – hoje, Ensino Médio –, abordava a compreensão dos direitos e deveres dos brasileiros, além da organização sociopolítica e econômica do país. Apesar de a questão da cidadania surgir com destaque nos conteúdos, ambas as disciplinas foram afetadas pelo forte viés ideológico e um nacionalismo ufanista, típicos da ditadura vigente no país entre 1964 e 1985.

Com o fim da obrigatoriedade dessas duas disciplinas, muito do conteúdo mais evidente relacionado à cidadania migrou para disciplinas como Estudos Sociais, História e Geografia. No leque possível do tema há, dentre outros, mobilidade, ecologia, sustentabilidade e respeito étnico, religioso e sexual.

No Colégio São Judas Tadeu, escola na Mooca entre as mais tradicionais de São Paulo, a ideia é formar cidadãos atuantes na sociedade, com valores para melhorar o mundo em que vivemos. Tudo isso, claro, sem esquecer a preocupação de que o estudante encontre sua área de vocação e consiga um bom posicionamento no mundo do trabalho.

O desenvolvimento da cidadania dentro das melhores escolas

Há muitas as possibilidades atuais de integrar os alunos com o tema “cidadania”. No São Judas escola particular no bairro da Mooca, por exemplo, a disciplina “Empreendedorismo” instiga o processo de autoconhecimento. Desse modo, os alunos têm a chance de questionar e desenvolver traços de caráter, significando e valorizando suas ações, algo que contribui para atitudes sadias, dignas e éticas. Também existe um grande incentivo da escola e dos professores para dinâmicas em grupo, role playing (jogo em que os participantes, muitas vezes, fingem serem outras pessoas) e atividades que proporcionam a vivência de diferentes papéis sociais. Leia mais aqui!

Fora do ambiente de aula e estudo, o assunto ainda marca presença em palestras de especialistas convidados, que abordam e debatem temas estreitamente ligados a diversos campos da cidadania.

Durante o Ensino Médio, além da importância para uma formação mais completa de cada estudante, o assunto colabora para que os alunos se sintam mais integrados ao ambiente escolar, identificando-se com ele. Afinal, participar ativamente do mundo e mudá-lo de forma positiva são coisas que fazem parte dos sonhos de todos os adolescentes. A escola, ao lado do núcleo familiar, não pode se omitir no momento de sugerir bons caminhos para eles realizarem esses desejos. Clique aqui e leia mais.