Morar na Mooca

O Colégio São Judas fica localizado no bairro da Mooca na zona leste, próximos de bairros como o Belém, Belenzinho e Vila Prudente que fazem parte da história de São Paulo.

O bairro da Mooca foi fundado em 1556, pouco mais de meio século depois da chegada dos portugueses ao Brasil, o bairro da Mooca é um dos mais tradicionais da cidade de São Paulo. Seus moradores sentem um profundo orgulho de sua origem, e não é à toa: o bairro tem uma gastronomia muito rica, sotaque próprio e até um time de futebol, além de uma bela história. Viu como é bom morar na Mooca? Tem mais coisas boas ainda sobre o bairro.

O reduto, originalmente ocupado por índios que se reuniam perto do rio conhecido hoje como Tamanduateí, se tornou o lar de milhares de famílias de imigrantes italianos (e também alguns lituanos e croatas) que por lá se estabeleceram – e muitos dos seus descendentes continuam lá até hoje.

O nome do bairro, aliás, foi originado do Tupi Guarani: uma versão acredita que “Mooca” venha de “Moo-Ka”, que significa “ares amenos, secos, sadios”, enquanto a outra acredita que a origem seja “Moo-Oca”, com significado de “fazer casa” – uma expressão utilizada pelos índios ao observar os homens brancos construindo habitações diferentes das suas.

Um bairro industrial e revolucionário

Na formação da Mooca, os imigrantes ergueram muitas usinas e fábricas (principalmente de massas), deixando para trás as chácaras e sítios que antigamente ocupavam a região. Conforme as instalações eram ampliadas, também eram construídas mais casas para os trabalhadores, e assim mais italianos e descendentes se estabeleciam no bairro.

Já no início do século XX, o bairro foi palco de grande atividade política e de revolução trabalhista, que foram favorecidas por dois motivos principais: o primeiro era a natureza industrial da Mooca, e o segundo era a origem dos trabalhadores. Em sua maioria imigrantes italianos e seus descendentes, os operários eram provenientes de países onde predominava um pensamento mais voltado ao social e à classe trabalhadora, e essa tendência foi reproduzida em seu novo lar.

Hoje em dia, as estruturas das fábricas, como os antigos galpões, deram ligar a espaços para a realização de eventos, e a Mooca se tornou um bairro em sua maioria residencial, com outros tipos de atrativos.

Gastronomia: mais uma herança italiana

Não é raro a Mooca aparecer em novelas como um bairro em que as pessoas se reúnem para comer uma boa pizza italiana acompanhada de uma taça de vinho. Mas isso não é apenas coisa de televisão: uma das melhores qualidades da Mooca é justamente a sua gastronomia, fortemente influenciada pela imigração italiana.

O bairro está repleto de cantinas tradicionais que servem excelentes massas e carnes, além, é claro, de estar muito bem abastecido por verdadeiras pizzarias italianas. Algumas das mais apreciadas são a Antonietta, a Bendita Maria, a Pizzaria do Angelo e a São Pedro.

Dialeto próprio: conheça o “mooquês”

A influência italiana na formação da Mooca foi além do espírito revolucionário e da gastronomia do bairro, estando presente até hoje no modo com a população do bairro fala. O sotaque da Mooca é tão característico que ele é chamado de “mooquês” – e inclusive foi cogitado para ser patrimônio imaterial de São Paulo.

Foi na Mooca que surgiram algumas expressões nacionalmente conhecidas, como “um chops e dois pastel”, “orra, meu” e “belo”. Nesse bairro, a fala costuma ser acompanhada por efusivos gestos feitos com as mãos, que também fazem parte do legítimo “mooquês”. Além disso, os falantes desse sotaque costumam não pronunciar o “S” no final das palavras no plural por influência da língua italiana, que utiliza as letras “E” e “I” para marcar o plural.

O grupo Demônios da Garoa, que se formou no bairro, gravou 60 álbuns e vendeu mais de 10 milhões de cópias, sendo um dos principais responsáveis pela disseminação do “mooquês” no país ao interpretar as canções de Adoniran Barbosa, inspiradas pelo modo de falar do bairro.

Passado conservado

Uma das grandes belezas da Mooca, que hoje é a casa do Colégio São Judas Tadeu, conhecido pela tradição, inovação e desenvolvimento de mentes brilhantes é a possibilidade de sentir o gostinho de como era viver no século XIX. Para isso, os moradores e os visitantes podem passear pela Rua Henrique Dantas, uma ladeira feita de paralelepípedos onde ainda se localizam as casas de três cômodos construídas para os trabalhadores das fábricas.

O passado também pode ser revisto no Museu da Imigração do Estado de São Paulo, originalmente um conjunto de prédios denominado Hospedaria dos Imigrantes que tinha como objetivo abrigar e providenciar trabalho para os recém-chegados ao país trazidos pelo governo.

A hospedaria foi fechada em 1978 e, hoje, os prédios do Museu da Imigração têm um imenso valor arquitetônico e guardam uma série de relíquias. Entre elas, estão os 14 mil sobrenomes de imigrantes de todo o mundo gravados em madeira, fotos, notícias de jornal e documentos que contam a história dos povos que formaram São Paulo.

Outra atração que leva os visitantes de volta ao passado é o Trem Cultural dos Imigrantes, uma maria-fumaça de 1922 que percorre o Ramal Ferroviário dos Imigrantes. O trajeto de 25 minutos se inicia na Rua Visconde de Paranaíba (Oficina de Roosevelt) e vai até a Rua da Mooca e a Estação do Brás, para depois retornar.

Não poderia faltar o futebol

Um bairro tão orgulhoso de suas origens não poderia deixar de ter seu próprio time de futebol. No caso da Mooca, esse time é o Juventus, fundado em 1924 sob o nome de “Cotonifício Rodolfo Crespi F.C.” e sob forte influência do ambiente fabril.

Em 1930, por sugestão do próprio Conde Rodolfo Crespi, que havia doado um amplo terreno para a construção do estádio do time, a agremiação passou a se chamar Clube Atlético Juventus. A inspiração, é claro, veio direto da Itália, onde Crespi havia assistindo a uma partida da Juventus italiana – algo extremamente mooquense, não é mesmo?

História do Colégio São Judas

O Colégio São Judas Tadeu é uma escola particular que existe desde 1947, ou seja, há 70 anos e que foi fundada pelo Professor Alberto de Mesquita Camargo e sua esposa Alzira Altenfelder Silva Mesquita. O compromisso com alunos e familiares é fazer com que a educação vá além do currículo formal, das notas, dos conteúdos e tornar-se um exercício de solidariedade, espírito investigativo, de postura cidadã com colegas, sociedade, família e consigo. Por essas qualidades o Colégio São Judas se destaca como uma das melhores escolas particulares em São Paulo,no bairro da mooca. O local foi escolhido pelos seus fundadores pela necessidade da época em ter uma excelente escola na região, com planos de crescimento para o futuro na área da educação. O crescimento do bairro também seguiu com  o crescimento do Colégio, que se tornou tradição, segurança e confiabilidade em relação a ensino educacional.

Para cada ensino, seja ele Infantil, Fundamental (I e II), Ensino Médio e Atividades Extracurriculares, o colégio busca conhecer a personalidade, história e as necessidades de cada aluno para desenvolvermos um trabalho de excelência. Alinhado com as transformações da sociedade, metodologias de ensino, corpo docente e novas tecnologias nós podemos oferecer para crianças e jovens uma educação de qualidade, ou seja, considerando saberes e sentimentos no aprendizado e formação.

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