Intolerância na escola

Conviver com as diferenças é a melhor maneira de entender o próximo; saiba como tirar proveito dessas lições para construir uma sociedade mais justa sem intolerância e preconceito

Vivemos tempos conturbados na atualidade, intolerância e preconceito fazem parte do dia a dia. No Brasil e no mundo, nunca foi tão fácil afirmar uma determinada posição sobre algum assunto, seja ele qual for.

Por meio da internet e das redes sociais, em questão de instantes uma pessoa “comum” pode fazer com que a sua voz seja ouvida e ecoa em meio a centenas ou até mesmo milhares de pessoas.

Entretanto, basta navegar um pouco pelos comentários nas páginas dos grandes portais ou mesmo na sua linha do tempo nas redes sociais para perceber que tamanha liberdade acabou trazendo consequências nocivas inesperadas para todos.

A intolerância e o preconceito dominaram o discurso em muitos momentos. Não basta apenas afirmar a sua opinião, é preciso desqualificar a do outro como forma de fazer valer seu ponto de vista.

Cenas de preconceito racial e intolerância religiosa, obviamente, cedo ou tarde parariam nos bancos das salas de aula.

Entre os jovens, é grande também o número de casos em que mesmo sem compreender as razões por trás do discurso, muitos apenas reverberam o que ouvem por aí e acabam vitimando seus colegas com atitudes e palavras ofensivas.

Não precisa ser assim, chega de intolerância

A liberdade de expressão e o direito a manifestar suas crenças religiosas são prerrogativas garantidas pela Constituição Brasileira.

Além disso, praticar injúria ou discriminação com alguém, demonstrando preconceito racial, é um crime de acordo com as Leis Brasileiras.

Dessa forma, a sociedade espera que possa se estabelecer um conceito de pluralidade, onde todos tenham acesso às mesmas oportunidades.

O período escolar, talvez ainda mais até do que na idade adulta, é momento em que talvez exista a maior diversidade possível ao seu redor.

Em uma sala de aula, há alunos de várias classes sociais, que professam distintas religiões ou ainda têm cor da pele distinta entre si.

É preciso aprender a conviver com essas diferenças e não criar pequenas “panelinhas” onde só aqueles que pensam e agem da mesma maneira têm direito a manifestar a sua opinião.

Integração social: resposta à intolerância e preconceito

Para evitar que comportamentos que propaguem a intolerância e o preconceito se tornem uma ameaça nas salas de aula, diversas instituições de ensino desenvolvem atividades visando a integração social.

É importante dar a oportunidade de o aluno conhecer diversas realidades antes que possa formar uma opinião própria com relação à sua visão de mundo.

No Colégio São Judas Tadeu, por exemplo, o esforço nesse sentido é contínuo. A ideia é criar um espaço de debate, em que todos os pontos de vista possam ser ouvidos e aceitos, criando um ambiente livre de preconceito racial, preconceito religioso ou qualquer outro tipo.

Essa visão mais ampla de mundo se dá por meio do conhecimento das várias realidades sociais que existem, ainda que o aluno não conviva diariamente com cada uma delas.

Diga não a qualquer forma de preconceito

A partir do momento que o aluno conhece outras realidades é mais fácil para ele entender os motivos pelas quais pessoas com outras culturas se comportam de maneiras distintas.

A ideia aqui é mostrar sempre que não há grupo melhor ou pior, que não há religião mais importante , cultura ou  opinião  menos importante, mas sim que todas as formas de expressão são válidas e merecem igual respeito.

Falando em termos raciais, não há justificativa alguma para tratar de forma desigual alguém apenas pelo simples fato dessa pessoa ter uma cor distinta de pele.

Em outras palavras, trata-se de uma característica do indivíduo que em nada diminui o seu intelecto, a sua capacidade de expressão ou os seus direitos enquanto cidadão.

O caráter de alguém, de forma alguma, deve ser medido pela cor da pele.

Evitando comportamentos preconceituosos

Nos últimos anos, a expressão “politicamente correto” ganhou destaque no vocabulário de pessoas de todas as idades.

Agir dessa maneira não significa estar submetido à uma forma velada de censura ou algo do gênero, muito pelo contrário.

Durante muitos anos o ser humano esteve preso a pensamentos de preconceito que foram transmitidos de geração para geração.

Essas formas de preconceito, ainda que inconscientes, hoje cada vez têm menos tolerância na sociedade.

Trata-se sim de uma mudança de comportamento e mentalidade que está em curso, visando erradicar ou ao menos diminuir as ações de intolerância e preconceito que nos cercam.

Assim, aquele comentário que antes era visto como uma piada, inocente para quem proferia, hoje é visto pela maioria das pessoas como um ato de preconceito e deve ser evitado.

Essa mudança de paradigma é extremamente benéfica para que possamos alcançar o objetivo de ter uma sociedade mais justa e igualitária.

Piadas invocando preconceito religioso ou preconceito racial, além de serem de mau gosto e apenas reforçarem estereótipos que não condizem com a realidade, apenas servem para fomentar ainda mais o desrespeito e a intolerância.

Mantenha a mente aberta

A intolerância racial e religiosa são apenas duas das formas de preconceito que encontramos na sociedade em nosso dia a dia.

As práticas de bullying, em geral, começam com atitudes consideradas mais “simples” ou “inocentes”, como piadas e comentários maldosos relacionados à aparência física, à condição social ou mesmo à posição política.

Tudo é motivo para debate e conhecer cada uma das visões faz com que a sua bagagem cultural se torne mais rica. O que não pode é haver desrespeito ou qualquer outro tipo de prática intolerante.

Ninguém é melhor do que ninguém, todos nós somos apenas diferentes e complementares e podemos aprender muito se procurarmos entender melhor uns aos outros.

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