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Rotina: é fundamental ter uma

Você, leitor, conhece alguém que não tem rotina? Provavelmente, não! Por mais enxutos que sejam os afazerem cotidianos de uma pessoa, sempre existe as ações que se repetem dia após dia. Dormir, acordar, alimentar-se, trocar de roupa… são essas as tarefas que um ser humano encara logo ao nascer. Segundo a psicóloga Vivianne Calado, sócia do Mutuar – Núcleo de Psicologia Gestáltica, estabelecer uma rotina é muito importante porque organiza o tempo, os sentimentos e a construção de uma relação entre a criança e essa família.

“Quando uma criança chega em nossas vidas, acontecem muitas adaptações e se não estabelecermos uma rotina, a vida fica uma bagunça, sem hora para nada, só vivendo sob demanda, o que pode trazer angústia, momentos de tristeza, raiva por não estar dando conta das atividades e das necessidades da criança”, explica.

Por isso, é fundamental que se estabeleça uma rotina bem definida (não engessada) com os filhos ao longo da vida. Na escola, não é diferente. A rotina escolar é a sequência de atividades que um aluno desenvolve enquanto está na escola. A professora Denise Diogo, do 1º ano do Ensino Fundamental, do Colégio São Judas Tadeu, escola na Mooca entre as mais tradicionais de São Paulo, entende que uma rotina escolar bem planejada é muito benéfica para o professor e aluno. “O aluno se sente mais seguro, tranquilo e, com o passar do tempo, já sabe o que irá acontecer, evitando, assim, ansiedade no decorrer do dia”, afirma. “O professor também consegue atingir seus objetivos desejados.”

Com base nisso, Denise, logo na primeira reunião de pais do ano, orienta sobre a necessidade de se estabelecer uma rotina de estudo diário em casa. “Digo que eles precisam acompanhar o dia a dia do filho, perguntando o que foi feito e aprendido na escola, revisando as lições de casa, estimulando a escrita e a leitura. Com essas ações, a criança obtém um desenvolvimento muito rápido e bom.”

A professora lembra o caso de uma aluna que dormia muito tarde e acordava quase no horário de ir à escola: “Ela chegava sempre atrasada, cansada e não rendia.” Além disso, a garota tinha muita dificuldade para realizar todas as atividades propostas, era completamente apática e também não se alimentava direito. Os pais foram chamados para uma conversa na escola e entenderam a situação. Só assim foi possível reverter o caso. No começo, segundo Denise, foi difícil, pois a rotina de casa teve de ser alterada por completo. “Só assim, consegui, com parceria familiar, estabelecer a rotina escolar dessa aluna”, recorda. “Hoje, é outra criança, muito mais participativa e feliz.”

Vale ressaltar que, com o passar do tempo, o estudante vai ganhando autonomia para organizar a própria rotina de estudos em casa, mas, ainda assim, precisa do auxílio dos pais para estabelecer horários para realizar as lições de casa, um ambiente tranquilo para pesquisar, ler e estudar e, eventualmente, ajuda para entender algum conteúdo.

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