Relatos de memória

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Memória é a capacidade humana de reter fatos e experiências do passado e os retransmitir às novas gerações pela oralidade, por imagens, por textos… Atualmente, diante de uma sociedade que vive em ritmo acelerado de trabalho e facilidade e rapidez dos meios de comunicação (criadas pelos constantes avanços tecnológicos), graças à tecnologia, as pessoas se deparam com uma quantidade avassaladora de informações.

Para a cientista social Olga Rodrigues de Moraes Von Simson, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), “quando se vive de maneira tão acelerada a ponto de sermos impedidos até de ‘sentir o tempo passar’, como se diz popularmente, projetos envolvendo a memória possibilitam aos participantes dos mesmos, habitar esse tempo e vivê-lo plenamente, numa relação que pode ser criativa e transformadora.

Nesses projetos os idosos certamente têm um papel social definido e importante” (fonte: http://www.lite.fe.unicamp.br/revista/vonsimson.html).


MEMÓRIA, CULTURA E PODER NA SOCIEDADE DO ESQUECIMENTO – LITE
www.lite.fe.unicamp.br

MEMÓRIA, CULTURA E PODER NA SOCIEDADE DO ESQUECIMENTO: O EXEMPLO DO CENTRO DE MEMÓRIA DA UNICAMP.
Olga Rodrigues de Moraes VON SIMSON Faculdade de Educação e


Alunos do CSJT em Feira do Livro - Memórias na Infância

No Colégio São Judas Tadeu, escola na Mooca entre as mais tradicionais de São Paulo, os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental, realizam todos os anos um projeto de memória e cultura sob a coordenação da professora Alice Rosa. “O objetivo é manter as tradições culturais e resgatar lembranças da infância dos familiares”, explica Alice.

A primeira etapa do trabalho é conceituar em sala de aula o que são relatos de memória. Depois, todos planejam a pesquisa de campo com a pessoa mais velha da família que pode ser o pai, o avô, a tia e fazem uma entrevista com o escolhido. Daí, os estudantes montam um livro coletivo para ser apresentado na Feira do Livro, que acontece tradicionalmente no São Judas. A obra reúne todos os relatos coletados.

Esse projeto faz com que os alunos aprendam a valorizar suas culturas, a respeitar as experiências das pessoas mais velhas, a entender as diferenças e semelhanças entre o passado e o presente na manutenção da memória das famílias e, consequentemente, a despertar o interesse em cultivar os registros para seus descendentes. Isso sem contar o desenvolvimento da escrita, pois é preciso transformar relatos orais em textos para compor as páginas do livro.

Há outros ganhos que um trabalho como esse proporciona. A professora acredita que ele desperta na turma a curiosidade em conhecer a história de seus primórdios, além de fortalecer vínculos com seus familiares, pois as crianças descobrem fatos que as aproximam de seus pais, avós e tios.

“Meu incentivo é sempre para que os alunos descubram junto com seus familiares formas de preservar os cuidados necessários para que a história de cada um seja respeitada e vitalizada com o passar dos tempos”, conta Alice.

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