Crianças na escola

A passagem do Ensino Fundamental I para o Ensino Fundamental II é um período bastante delicado para muitos alunos. Esse é um momento em que um ciclo de estudos é concluído e outro se inicia. Porém agora com muito mais novidades e mais responsabilidades para as crianças na escola. De certa forma, esse é um período que marca a passagem da fase de uma criança para a adolescência, independentemente da idade que ela tenha.

Ao entrar no 6°ano, muita coisa muda para os estudantes. Por exemplo, as aulas diárias divididas em períodos de 50 minutos, com professores e matérias diferentes. Além do aumento nas responsabilidades nos estudos.

Entretanto, dá para tirar de letra essa fase com um pouco de orientação aos seus filhos. Seja ela vinda dos pais ou mesmo dos professores. Listamos aqui algumas dicas de como lidar com esse período de transição das crianças na escola, na passagem do Ensino Fundamental I (5°ano) para o Ensino Fundamental  II (6°ano).

Pluralidade de pensamentos

Um dos novos entendimentos que a criança precisa ter nesse momento é que no 6°ano há uma pluralidade maior de ideias e pensamentos do que nas séries anteriores. Isso é explicado pelo fato de que muitas vezes, até o 5°ano, apenas um professor ou professora é o “responsável” pelo desenvolvimento da turma. Ou seja, os alunos se acostumam a ter a presença daquele mestre por ali em todos os momentos do ano.

Já no sexto ano, as aulas passam a ser de 50 minutos. Com várias matérias e professores competindo pela atenção do aluno todos os dias. Além disso, quanto maior o número de professores, maior o número de pensamentos distintos. Essa é a hora em que a criança precisa entender que cada um tem demandas diferentes e, portanto, é preciso que haja um respeito ainda maior à diversidade.

Dica: estimule o seu filho a entender que pessoas diferentes têm pensamentos distintos. O que não significa que um está certo e o outro, necessariamente, errado.

As diferenças físicas e de idade se tornam mais significativas

Esse é outro ponto que seu filho pode estranhar na chegada do 6°ano. Aquela turma mais “uniforme”, com crianças na mesma faixa etária e com alturas parecidas, vira coisa do passado. Nesse período, é bem provável que ele vá ter novos colegas de classe. Alguns mais velhos e outros maiores fisicamente.

Nessa fase também, alguns adolescentes já começam a ter as suas primeiras experiências com namorados e namoradas. E pode haver algum tipo de “pressão” vinda do círculo de amizades para que ele “siga o ritmo”. Para crianças socialmente menos evoluídas, esse pode ser um período de dúvidas e incertezas, de forma que muitas dúvidas surgem nessa fase.

Dica: no Colégio São Judas Tadeu, escola na Mooca que atende desde à Educação Infantil até o Ensino Médio, a preocupação com as fases de transição é constante. E por conta disso, há sempre uma equipe pedagógica à disposição dos pais ou alunos para que eles possam conversar sobre o assunto.

De “veterano” a “calouro”, com mais responsabilidades

Essa é outra sensação que pode causar desconforto em alguns adolescentes. Quando estão  no 5°ano eles são referência para os mais novos, sentem uma sensação de poder em relação aos mais pequenos por serem mais velhos e mais estudados, de forma que é como se eles fossem os “donos” da escola até então.

Na passagem para o 6°ano, esse cenário se inverte completamente. Agora mais velhos, eles precisam entender que não são mais os veteranos, mas sim os calouros dessa nova fase. O papel de “líder”, nesse caso, cabe aos alunos que já estão quase concluindo o Ensino Fundamental e rumando para o Ensino Médio. De forma que muitos podem se sentir intimidados a se relacionar com outros colegas e cabe a equipe pedagógica, juntamente com a família assistir aos alunos nestes relacionamentos.

Some a isso ainda o fato de que, em geral, a partir da 5ª série os pais passam a ser menos presente no dia a dia de estudos do filho. Isso acontece não apenas em função do horário. Mas também por conta das novas responsabilidades assumidas em função da idade, como ir ao colégio sozinhos, por exemplo.

Dica: estimular a convivência com alunos mais velhos e conversar com o seu filho sempre que possível para identificar essas inseguranças é fundamental. Mais do que determinar como ele deve agir, é preciso entender quais são os problemas que o afligem e de que forma você pode ajudá-lo a construir uma rotina de mais responsabilidade sobre seus atos e comportamentos.

Conte com o auxílio da escola

Além de tudo que citamos, estar envolvido no dia a dia escolar do seu filho segue sendo uma tarefa fundamental para os pais. Embora eles tenham mais responsabilidades agora e sejam mais independentes. Isso não exime os pais de estarem presentes orientando cada passo na nova jornada.

No Colégio São Judas Tadeu, o diálogo entre pais, alunos e professores é sempre estimulado. Visando aumentar a sinergia entre todos. Dessa forma, os períodos de transição se tornam mais amenos para todos os envolvidos e os resultados em termos de aprendizado só tendem a melhorar.

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