Bilhete Único Estudante: Aprenda a Calcular os Gastos Semanais com Passagens

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Entenda como ficaram os valores das passagens desde que houve a última alteração de preço e como o Bilhete Único Estudante foi afetado

Desde o último dia 15 de abril, os usuários do sistema de transporte público de São Paulo já estão pagando as novas tarifas da integração, valores pagos por quem utiliza conjuntamente metrô, trem e ônibus na capital paulista e na Região Metropolitana do município.

O aumento vinha sendo tema de contestação na Justiça desde o início do ano, mas foi confirmado após liberação do Superior Tribunal de Justiça.

Com a nova decisão do STJ, passou a valer o reajuste na integração em todas as modalidades. A integração de ônibus com metrô e trem passou de R$ 5,92 para R$ 6,80.

Na versão diária do bilhete, o valor passou de R$ 16 para R$ 20. E, por fim, na versão mensal, o valor passou de R$ 230 para R$ 300 – um aumento, inclusive, acima da inflação.

Entenda quais foram os aumentos

Com exceção da tarifa comum, que teve o seu preço mantido em R$ 3,80 e a meia-tarifa estudante, todas as demais tarifas tiveram o seu preço aumentado, em valores que vão de 14,8% até 50%.

Além disso, alguns modelos de Bilhete Único temporal – seis deles para ser mais preciso – foram extintos pelo prefeito João Dória.

Com os aumentos, as tarifas agora são as seguintes:

  • Tarifa comum – mantida em R$ 3,80
  • Meia-tarifa (estudantes) – R$ 1,90
  • Integração – passa de R$ 5,92 para R$ 6,80 (aumento de 14,8%)
  • Tarifa mensal (ônibus ou trilhos) – passa de R$ 140 para R$ 190 (aumento de 35,7%)
  • Tarifa mensal (integrado) – passa de R$ 230 para R$ 300 (aumento de 30,4%)
  • Tarifa diária (ônibus ou trilhos) – passa de R$ 10 para R$ 15 (aumento de 50%)
  • Tarifa diária (integrado) – passa de R$ 16 para R$ 20 (aumento de 33%)
  • Tarifa Madrugador e Da hora – passa de R$ 2,92 para R$ 3,40 (aumento de 16,4%)

Extinção dos bilhetes temporais

Desde o início do ano, a gestão do prefeito João Dória, em conjunto com o governador Geraldo Alckmin, decidiu extinguir algumas modalidades do Bilhete Único, incluindo o Bilhete Único Vale Transporte, por exemplo.

Entretanto, o Bilhete Único Estudante segue válido e os alunos têm direito a pagar meia passagem – R$ 1,90 – no ônibus e no metrô.

A principal vantagem dos modelos extintos era o fato de que os bilhetes poderiam ser usados continuamente por 30 dias, cabendo ao trabalhador um desconto de, no máximo, 6% do valor do salário, sendo o restante do valor custeado pelo empregador, isso no caso do Bilhete Único Vale Transporte.

De acordo com a SP Trans, empresa que administra o sistema municipal de ônibus em São Paulo, em média eram realizadas 4 milhões de viagens por mês com o Bilhete Único Vale Transporte. Já com o Bilhete Único Estudante são outras 700 mil.

bilhete unico estudante

Os bilhetes únicos mensais estudante foram extintos

Na prática, tudo fica mais caro

Infelizmente, não há como fugir dos novos aumentos caso você necessite de algum tipo de integração.

Para fazer as contas e entender qual é o impacto disso no bolso do estudante é só tomar como base as tarifas mensais, nas modalidades ônibus ou trilhos e integrado.

Ambas tiveram aumentos entre 30% e 35% então, na prática, esse é o valor a mais que você vai gastar para poder ir à escola todos os dias. Você pode verificar se a meia passagem do Bilhete Único Estudante compensa mais do que o Bilhete Único Mensal, por exemplo.

Fazendo as contas do Bilhete Único Estudante

Com o aumento da passagem, o valor do meio-bilhete agora é de R$ 1,90. Assim, vamos fazer as contas e entender quanto o seu filho vai gastar por mês para ir e voltar às aulas.

Vamos tomar como exemplo o mês de maio de 2017. Neste mês, teremos um total de 22 dias úteis com aulas. Nesse caso, o estudante precisaria de 22 passagens de ida e outras 22 passagens de volta, totalizando um total de 44 bilhetes. Como cada um deles custa R$ 1,90, o total gasto será de R$ 83,60.

Alternativas de transporte

Infelizmente, não há muitas alternativas para quem depende do sistema de transporte público para escapar dos aumentos das tarifas.

A solução, em alguns casos, é partir para meios alternativos, como as vans que fazem transporte de estudantes. Nesse caso, é preciso observar qual é a distância da sua casa até a escola e fazer o cálculo para ver se o valor a ser pago nesse tipo de transporte é maior ou menor do que o valor a ser gasto no Bilhete Mensal.

Outra alternativa, que também depende de uma série de fatores, é a organização entre os pais de alunos do Colégio São Judas, escola na Mooca, para que eles possam dar carona aos colegas que moram mais próximos.

Em alguns casos, se todos dividirem a gasolina, por exemplo, pode sair mais barato levar e buscar o filho na escola, desde que os horários de entrada e saída das aulas coincidam com a disponibilidade dos pais.

Crianças na escola

Os pais podem entrar em um acordo para levar os filhos juntos

Aumento ainda tem chances de ser revertido

O aumento no valor das tarifas, confirmado no mês de abril, é uma briga entre o governo do estado e a prefeitura com a justiça que vem se arrastando desde o mês de janeiro.

Já naquela época, era ideia dos gestores do município aumentar as tarifas, mas grupos de oposição entraram na justiça e conseguiram prorrogar os novos valores por pelo menos três meses.

Com a decisão do Superior Tribunal de Justiça em favor do Governo de São Paulo, ratificada no dia 8 de abril, as novas tarifas foram colocadas em prática uma semana depois, portanto desde o dia 15 de abril.

Apesar da derrota na justiça, os grupos contrários ao aumento da passagem prometeram que ainda vão tentar novos recursos visando a redução dos valores.

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