Adaptação escolar

Adaptação escolar é um processo pelo qual um aluno passa para se integrar ao novo espaço.

Isso pode acontecer quando ele vai à escola pela primeira vez, quando passa por mudança ou até após um período de férias. Leia mais sobre esses temas em “Adaptação escolar: meu filho mudou de escola. E agora?” e “Como é importante visitar a nova escola do meu filho”.

Se o novo gera insegurança e ansiedade em qualquer idade, na Educação Infantil esse processo é ainda mais intenso. Saindo de suas zonas de conforto, os pequenos se veem em um ambiente coletivo com regras diferentes das de casa, são estimulados a participar de atividades incomuns ao seu dia a dia e passam a conviver com adultos e crianças inicialmente estranhos (fonte).

A reportagem de Nova Escola ainda pontua que “dia após dia, a criança vai criando um vínculo com os professores, colegas e atividades, sentindo-se cada vez mais segura. Não existe um tempo determinado para essa transição”. No Colégio São Judas Tadeu, escola na Mooca entre as mais tradicionais de São Paulo, a adaptação escolar é feita na Educação Infantil e nas séries iniciais (até o 5º ano do Ensino Fundamental).

No entanto, se houver necessidade desse processo para qualquer outro aluno, seja do Fundamental II ou do Ensino Médio, ele também é feito. “Recebemos alunos de outros países ou de uma escola com proposta diferente da nossa e daí sentimos como é importante não pular essa etapa”, explica a psicóloga Andréa Ferola Navarro Manhas, que é professora da turma de maternal, na Educação Infantil do São Judas.

Cada um se adapta no seu tempo

Andréa defende que o primeiro contato com o ambiente escolar seja fascinante e encantador. “A crianças precisam se familiarizar com o professor, os colegas e os funcionários e entender que lá será parte do seu universo”, conta. Na Educação Infantil, a ideia é que a criança comece ficando apenas uma hora, depois duas horas, três, quatro e cinco, até ela se sentir segura.

A quantidade de tempo é regulada pela criança junto com os pais e os profissionais do São Judas. “Em geral, as mães acompanham esse momento em um local dentro do espaço escolar, mas longe dos olhos dos filhos, pois é importante que a criança tenha liberdade para explorar casa espaço”, diz Andréa.

Parque, brinquedão, rodas de conversa, contação de histórias… as atividades dos primeiros dias são bem leves, mas não menos educativas. Em uma música como “Cabeça, ombro, joelho e pé…”, por exemplo, já é possível saber o que a criança conhece sobre o próprio corpo, além de trabalhar uma cantiga da cultura brasileira. “Cabe ao professor o encantamento”, defende Andréa. “Temos de mostrar o ambiente acolhedor no qual não só a criança, mas a família toda está chegando.”

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