Emoções são importantes, sim, na escola

Você sabe o que é inteligência emocional? Segundo o psicólogo Daniel Goleman, PhD da Universidade de Harvard (EUA), trata-se da “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos”.

Para ele, o controle das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência de um indivíduo e é o maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Hoje, nós do colégio São Judas, Escola na Mooca, vamos falar um pouco sobre esse tema.

De acordo com Goleman, a inteligência emocional pode ser subdivida em cinco habilidades específicas: autoconhecimento emocional, controle emocional, automotivação, empatia e desenvolvimento de relacionamentos interpessoais (habilidades sociais). E o que isso tem a ver com a educação?

O chileno Juan Casassus, durante um estudo sobre a qualidade da educação na América Latina para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), analisou fatores que favorecem o bom desempenho dos estudantes. Um aspecto chamou sua atenção: ter um ambiente emocional adequado, gerado pelo bom relacionamento entre professor e aluno, também é fundamental.

“Essa descoberta me surpreendeu. Com base nela, direcionei meu foco para entender melhor o papel das emoções na vida em geral e na aprendizagem em especial”, afirma Juan. “Para transmitir o gosto pelo conhecimento, um professor precisa dominar os conteúdos de sua disciplina – e também saber acolher as turmas, identificando e trabalhando interesses e sentimentos”.

O papel da Escola neste contexto

A discussão sobre as competências socioemocionais (ou não cognitivas) na escola já vem sendo defendida por James Heckman, Prêmio Nobel de Economia de 2000. Em um de seus estudos, Heckman concluiu que a escola precisa ajudar os alunos a desenvolver habilidades exigidas pelo mundo do trabalho, que são vitais para a carreira de qualquer profissional, como equilíbrio emocional, cooperatividade, abertura a novas experiências, extroversão e consciência profissional.

O economista Rodrigo Pinto, que é brasileiro e faz parte da equipe de Heckman, no Departamento de Economia da Universidade Chicago (EUA), acredita que os professores deverão se preocupar mais com essa capacidade em seus alunos. “O mundo das características não cognitivas é vasto e mais complexo do que as cognitivas. Além disso, são o principal meio para modificar a condução de uma criança e, consequentemente, melhorar sua qualidade de vida quando adulta. E, principalmente, para melhorar a sua capacidade de ter bons resultados na carreira.”

Reflexo deste estudo no Colégio São Judas

No Colégio São Judas Tadeu, escola na Mooca entre as mais tradicionais de São Paulo, as cinco habilidades imprescindíveis para uma carreira de sucesso, segundo os estudos do Prêmio Nobel James Heckman, são trabalhados pelos professores e seus alunos em todas as etapas de ensino – da Educação Infantil ao Ensino Médio.