Educação para “Aprender a ser”

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Desenvolver e publicar conteúdos importantes sobre educação de crianças e jovens sempre foi uma das nossas vocações. Durante alguns anos, publicamos na Revista Nova Geração , uma produção do Colégio São Judas, diversos artigos elaborados com muito carinho pelas nossas crianças, jovens e suas famílias. A partir de agora, resgataremos alguns destes conteúdos especiais para mostrar a você, começando pelo texto a seguir.

Educação para “Aprender a ser”

Quando falamos sobre educação escolar, precisamos entender que a esta questão vai muito além de apresentar à crianças e jovens conteúdo pedagógico, pois, estamos falando na verdade, da construção de cidadãos íntegros e felizes, preparados para um mundo cada vez mais dinâmico.

Sabendo desta importância, na Revista Nova Geração, Ano V – Nº 17, publicada em Novembro de 2015, abordamos frontalmente esta questão com a apresentação de uma série de opiniões de autoridades do mundo da educação, reforçando valores que tanto defendemos.

E, porque estamos apresentando novamente esta matéria? Porque entendemos que este é um assunto que nunca se esgota e mais que isto, um assunto que nunca ficará ultrapassado.

Trazer conhecimento diferenciado para pais e responsáveis sobre a educação das nossas crianças é um compromisso do Colégio São Judas, seja em artigos como este, seja no nosso dia a dia.

Fique à vontade e boa leitura.

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Leia a partir daqui, o artigo da revista na íntegra

A Revista Nova Geração | Ano V – Nº 17 | nov 2015

APRENDER A SER… …TUDO O QUE SE PODE SER

A educação contemporânea tem o compromisso ético de colaborar para que todos aprendam a conhecer a si mesmos e a fazer boas escolhas, nunca limitando suas possibilidades na vida.

Atualmente, quando uma escola conta de seu trabalho, é muito comum ouvir ou ler uma série de termos e expressões como “formar cidadãos”, “fortalecer a autonomia”, “identificar talentos e vocações” ou “desenvolver o espírito crítico”. Certamente tudo isso é importante. No entanto, quais caminhos uma escola deve tomar para que seus estudantes compreendam COMO alcançar tudo isso? Que bases teóricas constituem a ação pedagógica a fim de que alunos e alunas sejam capazes de ser e de fazer o que quiserem na vida – e que vivam de acordo com os princípios que adotaram para si?

Muitos pensadores da educação defendem que o papel da escola contemporânea deve passar, necessariamente, pela emancipação intelectual de seus alunos, evitando normalizações, imposições, padronizações. Isso significa educar para que cada ser humano possa descobrir o seu melhor e fazer o seu melhor. Esse é um dos pilares do trabalho que o Colégio São Judas Tadeu desenvolve.

A educação contemporânea

Em seu livro Pedagogia profana (2006), o professor da Universidade de Barcelona Jorge Larrosa escreve um capítulo inteiro sobre “Como se chega a ser o que se é”. Em páginas fluidas, faz uma provocação bastante interessante: “O eu não é senão uma contínua criação, um perpétuo devir: uma permanente metamorfose”. Para o autor, na escola e na vida é preciso escutar e falar (ler e escrever), colocar-se em movimento, sair sempre para além de si mesmo, manter aberta a interrogação acerca do que se é. Ou seja, não é possível viver uma vida plena e descobrir o melhor de nós mesmos quando as regras já estão dadas, os caminhos traçados e as questões silenciadas. É preciso sempre questionar – o mundo e a nós mesmos. Por isso a escola tem um papel tão central na formação de indivíduos para o século 21.

Em O elemento-chave (2010), o especialista em desenvolvimento da criatividade Ken Robinson defende que a escola precisa estimular em seus estudantes o pensamento criativo. Para isso, segundo o autor, é fundamental que se oportunize a vivência e a exploração de aptidões e interesses. Ele define aptidão como a “facilidade natural que um indivíduo tem para fazer alguma coisa, a sensação intuitiva ou o entendimento do que é essa coisa, de como funciona e de como usá-la”. Robinson afirma que todos nós devemos buscar descobrir o que nos move e aquilo que “nascemos para fazer” (ou seja, nosso elemento-chave). Só assim é possível se conectar com algo fundamental para nossa identidade, propósito de vida e bem-estar.

E isso só é possível, na escola, quando os educadores reconhecem a vocação de seus alunos. No livro Em defesa da escola: uma questão pública (2013), Jan Masschelein e Maarten Simons, da Universidade de Louvain, na Bélgica, afirmam que a escola tem um potencial magnífico ela garante a igualdade quando identifica e reconhece que todo estudante “é capaz de ser capaz de”. Ou seja, reconhece nos alunos a potência para realizar coisas, pensar, construir, criar…

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Amor à matéria e aos alunos

Se as pessoas que fazem diferença no mundo são aquelas que encontram no fundo de si respostas nunca encontradas, é fundamental que o ambiente da escola inspire os alunos. Nessa questão, a prática docente mostra-se determinante. Segundo Masschelein e Simons, o ofício do professor encerra duas características essenciais e complementares: conhecimento e metodologia, de um lado, e amor e cuidado, de outro. Esse amor, eles alertam, não é um sentimento trivial (ou romantizado) do ofício da docência. É um amor, explicam, que primeiro se manifesta como “amor a matéria”, ou seja, o professor precisa estar encantado com aquilo que ensina, precisa amar e estar engajado nos assuntos que ele leva para a sala de aula. Como consequência desse amor pela matéria, surge o amor pelos alunos, porque um professor que ama o que ensina consegue envolver seus estudantes, levá-los ao mundo do estudo da matéria e, assim, inspira seus pupilos na descoberta das próprias paixões e vocações. Um aluno que entra em contato, desde cedo, com alguém que é feliz com o que faz aprende muito mais do que conteúdo: recebe uma lição (e uma inspiração) para a vida.

Portanto, quando um professor exige que todos pensem as mesmas coisas, ajam da mesma maneira, aprendam no mesmo tempo ou cheguem aos mesmos resultados, a consequência é uma geração com possibilidades limitadas. Afinal, um ambiente impositivo cerceia a criatividade, a expressão da potencialidade humana e o respeito às diferenças, uma vez que elas são a manifestação do que nos torna únicos e do que nos faz ser importantes para o mundo. A escola, se não contribuir para isso, terá contribuído para muito pouco. Por isso, no Colégio São Judas Tadeu, o trabalho pedagógico vai muito além de conteúdos escolares (veja, nos itens numerados ao lado, algumas ações que são exemplo desse trabalho).

 

Construindo o respeito

Os pilares do trabalho do São Judas

Veja algumas estratégias e ações pedagógicas desenvolvidas pelo Colégio que buscam consolidar os conceitos apresentados nesta reportagem: 

1) SEM DISCRIMINAÇÃO

No São Judas, todas as pessoas são bem-vindas. O ambiente escolar é rico, pois os alunos são respeitados em suas diferenças. Aqui cabem todas as religiões, etnias, origens, nacionalidades, costumes, ideias e pensamentos. Isso é fundamental porque o mundo é assim: plural.

2) VISÃO CRÍTICA E AMPLA

Quando os alunos realizam as atividades, o foco é sempre oportunizar vivências que instiguem o espírito investigativo, que permitam ao aluno ver além do óbvio. Isso ocorre, inclusive, nos passeios pedagógicos, pois os professores buscam trabalhar conteúdos para além do que é proposto nos ambientes visitados.

3) CONHECENDO A SI MESMO

O CSJT desenvolve projetos de diferentes naturezas, adequados a cada faixa etária, a fim de estimular nos alunos a busca de seus sonhos; o autoconhecimento; a descoberta sobre as profissões; o conhecimento de diferentes trajetórias de vida; o lidar com as emoções; e a identificação de talentos e de caminhos para a vida.

4) CONVIVER E RESPEITAR SÃO VALORES

Os educadores e funcionários da escola atuam para preservar as boas relações (não como uma imposição, mas como uma cultura interna que pretende inspirar a conduta dos alunos ao longo da vida). Todos são orientados a escutar e a falar com respeito mútuo. Com o tempo, os próprios alunos vão reforçando essa cultura, diminuindo a necessidade de intervenção dos adultos.

5) CONFLITO É OPORTUNIDADE

Quando ocorrem conflitos, os professores buscam fazer desses momentos oportunidades para que os alunos aprendam a resolver problemas por meio do diálogo. Também aprendem a refletir sobre as situações, ouvir e falar e são estimulados a se colocarem no lugar do outro. Um mundo sem empatia não é viável, afinal.

6) SORRIR TAMBÉM É PRECISO

O trabalho pedagógico precisa considerar, evidentemente, o tempo para a concentração, o silêncio, o estudo, a disciplina. Porém, uma escola cheia de vida também se preocupa em criar condições para que o aprendizado aconteça nos momentos de brincadeira, de descontração. Ninguém aprenderá se estiver em um lugar que não abre espaço para o abraço, o sorriso e o bem-estar.

7) COMPREENDENDO O MUNDO

Os alunos são estimulados a refletir sobre as múltiplas dimensões políticas, sociais, econômicas e culturais do Brasil e do mundo, cuja complexidade requer pensamento realmente crítico (é preciso saber buscar informações, de diferentes fontes, e fazer conexões entre elas). Assim, o colégio promove palestras, debates e atividades que buscam subsidiar os alunos na construção do pensamento.

8) SOLIDÁRIO E CRÍTICO

O CSJT estimula os alunos a agir de maneira solidária. Mas as atividades (como coleta de mantimentos ou visita a abrigos e asilos) são sempre contextualizadas e relacionadas aos conteúdos estudados. A última ação foi de arrecadação de doações para os refugiados da Síria. Detalhe: a iniciativa partiu dos próprios alunos após discussões sobre o tema em sala de aula.

Isso tudo é desenvolvido com o objetivo de cumprir a missão a que o Colégio São Judas Tadeu se propôs: “Desenvolver, com segurança e afeto, competências e habilidades que permitam ao educando uma melhor compreensão de si, do outro e do mundo, visando à formação do jovem em sua plenitude educacional, vocacional e humana”.

Os profissionais do CSJT têm forte convicção de que seu papel na educação de crianças e jovens não é, jamais, impor caminhos, pensamentos, escolhas. Ao contrário; o papel dos adultos é ensinar a perguntar. Em essência, dar oportunidades para que, constantemente, os alunos possam rever seus posicionamentos, refletir a respeito do que pensam e do que fazem e, assim, possam vislumbrar infinitas possibilidades. Todos podem ser o que quiserem. Todos podem fazer o que acharem bom e justo. Que a escola seja o ambiente para o exercício de uma prática que dê sentido à vida.

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