Desenvolver amizades na infância é importante

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Fazer amigos é parte do desenvolvimento infantil; as amizades devem ser estimuladas pelos pais e o bullying deve ser combatido

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A palavra amizade é definida no dicionário aurélio, como: afeição recíproca entre dois entes. No entanto, quem possui um amigo próximo, sabe que o sentimento vai além disso, e inclui: companheirismo, intimidade, além de vários outros aspectos.

Gerar vínculos fora do convívio familiar

A amizade para crianças é algo que deve ser estimulado pelos pais. Obter experiências positivas na família durante a infância, ajudará seu filho a manter expectativas positivas em relação ao outro, tornando-o mais amigável.

O relacionamento com familiares e com amigos se diferem pelo nível de aprendizado. Dentro de casa filhos têm acesso aos valores familiares e sua aplicação na prática, já no lado de fora, eles podem utilizá-los para a socialização com outras pessoas.

A importância da amizade para crianças

Estudos apontam que, desenvolver amizades na infância, estimula o desenvolvimento de características, como: sociabilidade, autonomia e altruísmo, além de reduzir comportamentos negativos.

Durante a socialização entre um grupo de amigos, a criança aprende a se virar sozinha, fazendo concessões, que não ocorrem na presença dos pais, mas são vistas, por exemplo, na escola, que é um ambiente com princípios estabelecidos para uma boa convivência.

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Boas amizades geradas no colégio, podem incentivar o desenvolvimento da cooperação e o revezamento, além de evitar hostilidade e conflitos. Com isso, a criança aprende a lidar melhor com as próprias emoções, principalmente os meninos, o que reduz as chances de problemas comportamentais durante a infância.

Crianças altruístas e generosas são mais seguras. O altruísmo auxilia na melhoria comportamental e nas habilidades sociais, e também da saúde física, já que os baixos níveis de estresse refletem em batimentos cardíacos e funcionamento do cérebro estáveis. Com isso, as crianças se tornam capazes de reconhecer atos de gentileza, criando empatia, o que ajuda a estabelecer uma relação de reciprocidade com um grupo heterogêneo de colegas.

A amizade, independente da idade, possibilita efeitos positivos por toda a vida. Quem tem amigos vive 22% a mais do que as pessoas que se isolam, tem uma melhor resposta imunológica e mantém um pensamento mais otimista em relação aos acontecimentos futuros.

Leia também: Ser feliz na escola. é possível?

Amizade entre pais e filhos também é importante

Pais e responsáveis precisam zelar pelas amizades sadias de seus filhos, principalmente quando eles ainda são muito novos.

Além de supervisionar o comportamento e as atitudes, os pais podem conhecer ainda mais seus filhos, dessa vez fora do convívio familiar, e aproveitar as descobertas para estreitar seus próprios laços com as crianças.

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Intensificar relações sociais, tende a fazer com que as crianças assumam diferentes papeis no ciclo de amizades, do mais autoritário ao mais pacato.

O exagero de qualquer um desses comportamentos pode ser prejudicial para o desenvolvimento da criança, por isso, é papel dos pais ensiná-los a ceder ou a se impor, sem nunca perder o respeito.

Crianças introvertidas ou tímidas costumam ter mais dificuldades para fazer novas amizades, e não há problema nisso, desde que não se dediquem exclusivamente a apenas um melhor amigo. O apego excessivo pode desencadear uma amizade obsessiva e com crises de ciúmes, desencadeando um relacionamento com desentendimentos frequentes, tornando-a não sadia.

matriculas 2018 Colégio São JudasEntretanto, mesmo crianças cheias de amigos podem se sentir deslocadas quando não são convidadas para uma festa de aniversário, ou quando precisam ser transferidas de um local regional, como um colégio na Mooca para uma escola em outra região. Os adultos precisam de sensibilidade para lidar com essas situações, que podem ser traumáticas para os filhos. O diálogo é fundamental.

Uma dúvida frequente nos pais é saber a maneira certa de lidar com uma amizade que parece não ser tão positiva assim para seu filho, como, por exemplo, um colega que fala palavrão ou que faz muita bagunça. A melhor maneira é não interferir no comportamento do amigo, mas explicar para o filho os motivos pelos quais determinadas ações não são aceitáveis, e orientá-lo a não replicá-las, sem proibir a continuação da amizade.

Bullying na infância

A prática de bullying na infância, como: atos intencionais e repetidos de violência física, verbal, psicológica, virtual ou sexual, é uma verdadeira inimiga das crianças.
Para evitar isso, os pais devem ensinar seus filhos a lidar com a diversidade cultural e com outras formas de diferença.

Crianças que são vítimas de bullying durante a infância tendem a ter mais problemas de saúde, instabilidade nas relações e maiores chances de vício em substâncias químicas quando se tornam adultos, além de impactos que podem ser devastadores em qualquer momento da vida.

As causas do bullying podem ser variadas e imprevisíveis, mas geralmente estão relacionadas com características intrínsecas das crianças.  Pode acontecer de maneira frequente dentro da sala de aula e é motivo de constrangimento e tristeza para a criança, que pode evitar falar sobre o assunto com pais e professores. Como uma medida preventiva, os pais devem manter o diálogo com as crianças desde cedo, já que o bullying não tem idade para acontecer.

Quando a criança é vítima de bullying, o apoio da família, dos amigos e da escola, é muito importante. Ela deve ter a chance de buscar ajuda especializada e a escola deve conscientizar os alunos sobre os riscos dessa prática para que as crianças possam se desenvolver em um espaço que proporcione amizades de qualidade durante a infância, garantindo experiências positivas por toda a vida.

Leia também: Como lidar com a adolescência

Dicas do Colégio São Judas sobre o assunto

Texto abaixo: Revista do Colégio São Judas “Geração São Judas”
Ano IV – N°15 out 2014
Criação, coordenação e texto
So Ham – Comunicação para Educação

O que a Escola precisa fazer para combater o Bullying?

– Esclarecer o que é bullying

– Avisar que a prática não é tolerada na escola

– Conversar com os alunos e escutar atentamente as reclamações ou sugestões

– Estimular os estudantes a informar os casos

– Reconhecer e valorizar as atitudes dos alunos no combate ao problema

– Estar atento para identificar possíveis agressores e vítimas

– Acompanhar o desenvolvimento de cada um

– Criar com os estudantes regras de conduta que tomem por base o respeito mútuo

– Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuro casos

– Interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica de bullying

– Prestar atenção nos mais tímidos e calados (geralmente as vítimas se retraem)

 

O que a família pode fazer?

– Observar mudanças no comportamento dos filhos no dia a dia

– Buscar acompanhar o rendimento escolar

– Se houver sinal de que algo não vai bem, conversar com a direção e com os professores

– Falar ao filho sobre bullying, esclarecendo a diferença entre brincadeira e violência

– Não estimular que o filho resolva o problema sozinho, ou de maneira violenta

– Orientar para que ele comunique os professores caso seja agredido

– Estar atento ao tempo que o filho gasta na internet

– Monitorar a navegação na internet e o perfil nos sites de relacionamentos

– Se algum conhecido está sendo vítima do bullying e do cyberbulling, encorajar o filho a apoiar o colega e ajuda-lo a denunciar a agressão aos professores

Leia também: E-book: 7 dicas para evitar a ansiedade no primeiro dia de aula

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